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ADEUS, POR ENQUANTO de Laurie Frankel. 315 pág. Paralela, 2013. Avaliação: Muito bom. |
Quando eu fui escolher esse livro, eu tive certo receio, afinal não é muito comum na minha estante livros sobre programação. Mesmo que esse tema venha acompanhado de um romance. Mas, gosto de coisas novas, acho nerd extremamente fofo e resolvi dar uma chance.
Entretanto, com livros em mãos, eu fiquei encantada por ele. A capa é maravilhosa, tem todo um cuidado com ela e folheando o livro, eu percebi que tem uma característica que eu amo: os capítulos não são por ordem numérica… Eles têm títulos, como por exemplo: “Aplicativo matador”, “A garota na sala ao lado” e assim por diante. No mesmo instante eu abandonei qualquer coisa relacionada a vestibular e pensei “Depois eu corro atrás”, e corri pra cama ler.
Nesse romance, Laurie Frankel conta a história do espirituoso programador Sam que trabalha em uma empresa de encontros virtuais. Ele criou um software com um algoritmo perfeito para que as pessoas possam encontrar suas almas gêmeas a partir dos interesses pessoais de cada um.
Sam, fazendo uma “pesquisa de campo” resolveu testar seu próprio programa e encontrou Meredith, a “Garota na sala ao lado”, e ambos se apaixonam quase que instantaneamente.
Mas, como nem tudo são flores… O algoritmo de Sam é realmente muito bom, muito bom mesmo. E adivinhem? Ele perde o emprego!
“Acontece que arrumar namorado para as pessoas não é o que nos dá dinheiro. É não arrumar namorado, mas dar a elas esperança de consegui-los. Funciona rápido demais. As receitas de taxas de inscrição estão explodindo, mas as de mensalidade estão no chão. Está custando uma fortuna para o CC.”
Mas pelo menos, o relacionamento lindo entre ele e Meredith vai muito bem, obrigada. Até a avó dela morrer.
Para minimizar a dor da perda, ele decide criar um outro software para que Meredith pudesse conversar com a projeção de sua avó baseando-se em todas as conversas antigas. RePose, como é chamada a criação, tornou-se um sucesso com várias pessoas utilizando de seus serviços e tentando minimizar a saudade que seus entes queridos deixaram.
“Você acha que vai ter todo o tempo do mundo. Acha que sempre vai existir ‘mais tarde’. Às vezes, de repente, horrivelmente, não há.”
O livro nos permite fazer diversas reflexões, principalmente sobre o amor e até onde você iria pelas pessoas que você ama e sobre o eterno paradoxo: a vida e a morte.
Pode parecer um eterno clichê, e é, mas é muito difícil falar de coisas que eu gosto. Mais difícil ainda é falar das que eu amo. Escrever sobre esse livro foi quase que um sacrifício. Eu não sabia se eu deixava transparecer todos os meus sentimentos, ou se não. Se eu intensificava demais a forma da escrita, ou não… Enfim, é tudo muito surpreendente, inusitado, único e apaixonante.
Eu não conhecia a autora, mas depois dessa obra, não importa se os outros livros dela são igualmente maravilhosos ou se são um pouco mais fraco. Mas posso afirmar que depois desse livro, eu passei a ser fã dela.
Por Maria Laura