[Resenha] Violetas na Janela por Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho

Violetas na Janela por Vera Lúcia M. de Carvalho   
222 páginas, editora Petit, 1993
Arte: 4 Narrativa: 3 Enredo: 3
Classificação:

Será difícil falar sobre o livro porque nem mesmo eu cheguei a uma conclusão precisa sobre a obra. Você provavelmente já deve ter ouvido falar dele, afinal,  é um dos livros espíritas mais famoso do país.

Ditado por Patrícia, que desencarnou com apenas 19 anos vítima de um acidente vascular cerebral, o enredo da obra se baseia em seus relatos vivendo na Colônia de São Sebastião após sua “morte carnal”.

Se fossemos analisar o livro como um de ficção qualquer, por mais criativo que fosse, não seria seria essa Coca-cola toda. O enredo é fraco, tudo soa muito fantasioso que beira o impossível, a escrita é extremamente simples e o leitor pouco ficaria empolgado pois é basicamente um livro de memórias, sem uma “história” começo-meio-fim.

Maaas, calma! Como todos sabem, é um livro espírita, ou seja, o enredo é real! E tomado por essa vontade de conhecer a verdade sobre o que realmente acontece “do outro lado”, acabamos ficando mais empolgados com a leitura. Mesmo não havendo um relacionamento amoroso, um “problema” que venha a se solucionar lá pelo fim da trama ou algo assim, típico de qualquer outro romance.

O fato é que o livro é uma espécie de manual espírita para iniciantes “disfarçado” de romance. Você acaba conhecendo muita coisa da doutrina e claro, você fica CHEIO de perguntas sobre tudo e vai querer conhecer mais sobre o espiritismo.

Eu não sou totalmente cético quanto ao espiritismo, mas vou confessar que é MUITO difícil acreditar em tudo que encontramos nas páginas deste livro. Se você não tem uma iniciação no espiritismo, deve ter uma ideia do céu como um lugar lá nas nuvens, tudo branquinho, vivendo feliz com Deus…

Segundo os espíritas você viverá exatamente como vivia aqui. Mas sem sexo, drogas, bebidas e violência. As Colônias são como cidades, onde todas as pessoas precisam trabalhar (em escolas, hospitais…) para conseguir uma espécie de bônus para se divertir em lugares como o teatro, por exemplo. É bem difícil de acreditar.

O livro tem seu encanto. Retrata o amor da família de Patrícia querendo apenas a sua felicidade, mesmo sentindo a dor de sua perda. A preocupação de Patrícia com o bem-estar de seus familiares mesmo após ter partido, a amizade, bondade, etc.

É muito reconfortante saber que se você perdeu alguém ele vai estar em um bom lugar, vivendo feliz. Que um dia vocês vão se encontrar. É como uma libertação, você passa a pensar que ser feliz ao invés de ficar sofrendo pela perda é o melhor a se fazer. Ainda mais porque segundo os espíritas, quando você fica sofrendo pela perda de alguém ela sofre também no outro plano, não pode viver em paz.

Como eu disse duvidas se formarão em sua cabeça e se você é como eu, não vai sossegar até poder saná-las e entender o que realmente acontece após nossa partida. Mesmo que certeza absoluta, você só ira encontrar quando morrer.

E eu pretendo ter certeza absoluta daqui a muuuuito tempo, diga-se de passagem! rs

Sobre o autor

Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho nasceu em São Sebastião do Paraíso, Minas Gerais e reside há algum tempo na cidade de São Carlos, São Paulo. É casada, mãe de três filhos.

Bem cedo, deu-se conta de suas qualidades mediúnicas. Cuidadosa, depois da redação inicial, submete os textos a revisões meticulosas.

O resultado final é sempre uma obra clara, elegante e de enredo semelhante à vida real. A primeira obra espírita que leu foi um livro emprestado por uma vizinha, "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec. Colaboradora assídua do Centro Espírita, Vera Lúcia atribui o sucesso de seu trabalho literário aos amigos espirituais.

Ficha técnica

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  • Título:  Violetas na Janela
  • Editora: Petit
  • Autora: Vera Lúcia M. de Carvalho
  • ISBN: 978-85-7253-010-1
  • Origem: Brasil
  • Lançamento: 1993
  • Número de páginas: 222
  • Sinopse: Com uma linguagem cativante, Patrícia conta como foi seu desencarne, aos 19 anos, e como é a vida no plano espiritual - como é a alimentação, a vestimenta e a sensação que teve ao rever a família.

    2leep.com
    Bruno Miranda Bruno Miranda, 15 anos. Mora em Içara (SC) e pretende ser jornalista. Criou o blog Minha Estante dia 17/09/10 e está firme e forte como blogueiro até hoje. Leitor compulsivo, ama livros YA e é extremamente eclético quanto à gêneros. Me siga no Twitter ou adicione no Skoob.

    13 comentários:

    Aione Simões disse...

    Oi Bruno!
    Eu gosto muito desse livro!
    Li já faz anos, mas achei tudo muito interessante.
    Não é um livro pra ser lido com o intuito do entretenimento, é um livro de caráter reflexivo e para mostrar a doutrina espírita, como você falou.
    Acho que independente de se acreditar ou não, ele traz uma mensagem bonita e válida e é bem interessante mesmo de imaginar se pode ser assim!
    Como você falou, não da pra gente ter certeza (e eu também não quero ter certeza agora), mas é reconfortante acreditar que sim ^^
    Beijos!

    Junior disse...

    Já li o livro e gostei. Uma literatura simples e encantadora ao mesmo tempo. Patrícia é uma moça adorável e é impossível você não se imaginar a cada cena fantástica e inusitada vivida por ela na colônia. Mas ao contrário de você, eu gostaria de ter essa certeza independente do tempo, rs.

    Igor Gouveia disse...

    Bruno :-)

    Ainda não li o livro, mas ele pareceu ser bem legal. Talvez eu daria uma chance a ele. Adorei a sua resenha! Ficou bem escrita.

    Abraços!
    Igor Gouveia
    http://25conto.blogspot.com

    Loucos Por Livros! disse...

    Eu acho que já ouvi falar desse livro, mas eu não gosto de livros espírias, só meu pai. Acho que vou dar essa dica para ele. :) Eu sou bem curiosa com a vida após a morte. O que acontecrá comigo quando eu morrer... O que você disse sobre perdas de pessoas que gostamos é o que eu sinto. Eu fico feliz que no futuro eu estarei com essa pessoa novamente. :) Eu acredito que Deus existe e que o Céu também existe, mas eu tenho que ver com os meus próprios olhos que tudo aquilo é real. É confuso, eu sei. HUAHAU.
    A sua resenha está bem escrita e eu a adorei!
    Beijos ;*

    Ana Carolina
    http://loucospor-livros.blogspot.com

    Caíque Fortunato disse...

    Bruno, nunca ouvi falar dele, sério! kkk Mas não curto muito coisas espíritas, sou católico e discordo de muita coisa, mas tenho nenhum preconceito, entende? Mas o livro parece ser legal para quem gosta de assuntos diferentes como a vida após a morte e tal. Sua resenha ficou bem legal.

    Abraços
    http://entrepaginasdelivros.blogspot.com/

    Books Journal disse...

    Eu sou espírita e nunca tinha ouvido falar desse livro, acredita? Talvez por não me interessar por esse tipo de leitura, como me interesso pelos outros gêneros. Mas eu já li Nosso Lar e a continuação dele e gostei MUITO. Eu gosto de saber dessas histórias, se conhecer como é no outro lado e devo dizer que acredito e MUITO nisso. Eles trazem uma reflexão e uma paz tão boa pra gente que é uma coisa meio difícil de explicar. Teve alguém da minha família muito próxima a mim que desencarnou recentemente e o que me reconfortou esse tempo inteiro foi o fato de eu saber que vamos nos encontrar de novo, algum dia. E se ficar sofrendo aqui na Terra, vai ser bem pior mesmo pra quem não está mais por aqui. A gente tem que superar tudo e não ficar chorando e sofrendo o tempo inteiro porque isso atrapalha a recuperação do desencarnado. Adorei a resenha Bruno ;D Tu é tão novinho e tão entendido das coisas lol

    Beeeijo
    Kaká

    Hangover at 16 (contato) disse...

    Sei lá, acho complicado ler esse tipo de livro. Quando se envolve religião, muita gente - como eu, por exemplo - passa longe só de tocar no assunto, mas depende até do caso. Como você disse, não só esse, mas como vários outros livros do tipo ao menos nos transmitem uma mensagem, que é refletir tudo que acontece, criar teorias, e muitas até dúvidas. Mas acho que eu ainda prefiro ficar com minhas histórias basicas, haha

    xx carol

    Vanessa Vieira disse...

    Parabéns pela resenha Bruno! Já li Violetas na Janela e curti bastante. Abraços!

    Ana Ferreira disse...

    Bruno,

    Evito ao máximo ler livros com qualquer apelo religioso direto. Acho que a doutrina espírita é muito bonita, algo em que todos nós gostaríamos de acreditar, mas soa utópica.

    Essa visão das colônias para mim é semelhante à do paraíso em que alguns católicos acreditam. Um lugar puro, em que todos são bonzinhos e porque morrem deixam de lado o sexo, a violência, a bebida e as drogas... Não é um tanto quanto exagerado? Bondoso demais?

    Sou um tanto quanto cética, então não sei se a leitura funcionaria comigo. De qualquer forma, para quem aprecia, é interessante, tão conhecido ele é.

    Beijinhos,
    Ana - Na Parede do Quarto

    SONIAJAM disse...

    Eu li esta livro a algum tempo atras e gostei muito, sempre que me perguntam se já li algo espirita me refiro a ele e todas as minhas amigas que leram tbem gostaram foi muito bom relembrar ak com vc..

    Fábrica dos Convites disse...

    É, eu já tinha ouvido falar deste livro, aliás a ultima vez foi em uma reportagem na tv acho que no início do ano passado. Apenas discordo de você quando fala que é um dos livros espíritas mais famosos do país. Acho-o bem conhecido, só isso. Ele eu não li ainda, mas já li vários livros espíritas e até agora não me decepcionei com nenhum dos que li. Bjs, Rose.

    mit disse...

    Eu li esse livro gostei muito, mas acho os da Zibia Gasparetto melhor! rs

    DIEGO DIAS disse...

    Bom Espírita posso esclarecer algumas duvidas por aqui, Zíbia Gasparetto por exemplo perdeu o rumo da caridade, hoje trabalha independente e para acumulo próprio, esqueceu um pouco a doutrina, nos livros de hoje em dia lançados foge totalmente assuntos reais e sérios.
    Devemos levar em conta que livros de romance espírita não tem a missão de ensinar e sim fazer o leitor se interessar pelo assunto, nada tratado neste tipos de livros devem ser levados a tão sério e ao pé da letra, como nós espiritas dizemos "amai-vos e instrui-vos", ou seja, estudar faz parte de nossa vida, é preciso retirar o véu da alegoria, e só com livros sérios e ditos de estudo para tal coisa.
    Sim, tudo parece muito utópico na doutrina espirita, sim tudo parece lindo e belo, maravilhoso, mas vale lembrar que a vida é bela e quem a complica somos nós os seres humanos, somos tão pessimistas e rabugentos que o mundo se torna cinza.
    Com nossa ignorância tornamos seres fadigosos sempre deixando para amanhã o que devemos fazer hoje e assim tudo que retrata uma bela e boa vida se torna utópico.
    Para maior compreensão e entendimento leia as obras básicas codificadas por Kardec.

    Abraços, e adoro seu blog, acho você muito interativo, alegre e contagiante, sabe passar boas energias para os leitores e pela sua idade(pelo menos pelo videos parece ser bem novo) você escreve muito bem. Parabéns!!!

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